Nota de solidariedade aos Médicos Sem Fronteiras

No último sábado, 3 de outubro, o centro de tratamento de traumas da organização Médicos Sem Fronteiras em Kunduz (Afeganistão) foi deliberada e violentamente bombardeado pelas forças militares estadunidenses, que ocupam o país asiático desde 2001. No ataque, doze profissionais da MSF e dez pacientes foram mortos; 37 pessoas ficaram feridas. A organização Médicos Sem Fronteiras qualificou o atentado como “inaceitável”.

(Foto: Médicos Sem Fronteiras)

O centro de tratamento de traumas de Kunduz foi inaugurado em 2011. Era o único do gênero na região. Testemunhas do ataque que destruiu as instalações da clínica afirmaram que aviões norte-americanos sobrevoaram o centro diversas vezes, disparando bombas que destruíram as instalações onde – na ocasião – funcionavam salas de emergência, fisiologia e a Unidade de Terapia Intensiva do hospital.

Em solidariedade aos mortos e feridos no atentando (solidariedade extensiva também a seus familiares), Arquivistas Sem Fronteiras do Brasil manifesta seu repúdio ao ataque e ecoa os pedidos de justiça e paz manifestados pelos Médicos Sem Fronteiras em seus mais recentes comunicados. A atuação humanitária das entidades “sem fronteiras” merece respeito, zelo e proteção por parte das demais instituições e estados.